[dropcap style=”style3″]H[/dropcap]oje acordei sem companhia para os passeios, porque o capixaba, o paulista e a carioca terminaram o período de férias deles e se mandaram para casa. Acordei lá pelas dez, já meio cansado e pensei em ir para algumas praias longe daqui, mas por ser domingo e o horário não ajudar muito, fiquei sem muitas opções. Fiquei sabendo que era possível chegar em Trancoso caminhando pela orla das praias de Pitinga e Taípe. E lá fui eu às 14h, tentar completar a missão.

O caminho é de aproximadamente 20km! Ou seja, chão demais. Levaria umas duas horas de caminhada. Acontece que fui empolgadão arriscar o percurso. No começo, tudo bem, as paisagens ajudavam e havia trechos completamente desertos. Em alguns, também era possível mergulhar em espécies de piscinas naturais, formadas pela água do mar. Mas quando já havia passado da metade do caminho, fui informado por um cara de uma barraca que era impossível atravessar até Trancoso com a maré cheia. Entre as falésias e o mar nervoso, havia muitas pedras embarreirando o percurso. Resolvi até tentar passar por cima delas, mas eram muito altas e escorregadias. Veio aquela voz avisando para eu ser prudente e me conformar, então tive de voltar sem chegar em Trancoso. Nunca andei tanto na minha vida, indo e voltando. Cheguei com o pé estourado.

A noite foi mais interessante, aproveitei para passear pelas áreas mais residenciais de Arraial. No meio do caminho, caiu uma chuva absurda. Aqui na Bahia o tempo funciona desse jeito. Faz um sol de rachar a cuca, aí do nada chegam umas nuvens escuras, cai um temporal e, 30 minutos depois, o sol abre de novo. Isso, umas três ou quatro vezes por dia. Não é que nem no RJ, que geralmente no verão faz sol de manhã e chove no final da tarde.

Jantei no mesmo restaurante da noite passada. Um restaurante português. As garçonetes, umas baianas mulatas assanhadas e abusadas, rs. O lugar estava vazio, então as cinco ficaram mais de duas horas rondando a minha mesa, com conversas e gracinhas. Elogiaram a voz de locutor, enfim aquela mesma história de sempre.

Bom, a internet do hostel não ajuda muito para postar muitas fotos. E ainda tem uma fila de gente querendo usar o computador. Amanhã vou passar o último dia em Arraial. Eram para ser apenas dois, mas o negócio aqui é tão bom, com opções de passeio, natureza, albergue e pessoas maneiras que estendi para cinco. Combinei com umas meninas de alugarmos um carro e conhecer a famosa Praia do Espelho e, enfim, Trancoso, que foi minha frustração hoje, por não ter conseguido chegar lá. Sei que uma delas é goiana e uma outra é gaúcha. Tem mais duas que também vão, mas ainda não conheço. Enfim, amanhã descrevo o passeio e meus preparativos para a segunda parada: Itacaré. Até!

férias 242


Rafael Cardoso

Carioca da Ilha do Governador, Rafael é formado em Jornalismo. Defende a filosofia mochileira de viagens econômicas, independentes, que respeitam a natureza e as culturas de cada lugar. Adora contar e ouvir histórias desde pequeno. Descobriu que escrever sobre turismo e viagens é uma ótima terapia de vida.

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