[dropcap style=”style3″]A[/dropcap]cordei cedo, cheio de sono e quebrado do dia anterior. Me despedi da Taís e Carol, e segui até o ponto de ônibus. Para chegar em Itacaré, o meio mais rápido era ir até Eunápolis e de lá pegar o ônibus até Itacaré. O busão saiu às 12:15 de Arraial e chegou por volta de 13:40 em Eunápolis. Quando cheguei na rodoviária já havia um ônibus pronto para sair para Itacaré. Corri para comprar a passagem e entrei direto no ônibus da empresa “Rota”.

No caminho, passamos por algumas cidades interioranas e menores da Bahia. Passamos por Itabuna, Ilhéus e, depois de 6 horas de viagem, Itacaré. Foi ainda mais cansativo porque descobri ao longo do caminho que estava ficando resfriado. Espirrando muito e com dores no corpo. Só faltava essa.

Peguei um táxi até o albergue, mas não tinha vaga. O cara me indicou um outro, fora da linha dos credenciados da HI. Chama-se O Pharol. Era limpo, ajeitadinho, mas sem acesso à internet e sem café da manhã. Aí veio outro perrengue, característica já natural desse mochilão. Mas sem perrengue, não tem graça. Descobri que em Itacaré não havia caixas do Itaú, só Bradesco e Banco do Brasil. Vim com dinheiro certo e não tinha como sacar mais. Fora que esse albergue não aceitava cartão Master, só Visa (que eu não tinha). Fiquei com medo de ficar preso aqui em Itacaré ou ter de sair logo no dia seguinte para outra cidade.

Paguei apenas uma diária no Pharol e voltei no outro albergue, o credenciado, para chorar vagas nos dias seguintes. Nele aceitava cartão Master e consegui descolar um lugar para dormir nas próximas noites. O nome desse albergue é Itacaré Hostel. A ideia é ir para Salvador no domingo ou segunda-feira. Tomei meu remédio para resfriado e apaguei imediatamente. Amanhã é dia de explorar a cidade.


Rafael Cardoso

Carioca da Ilha do Governador, Rafael é formado em Jornalismo. Defende a filosofia mochileira de viagens econômicas, independentes, que respeitam a natureza e as culturas de cada lugar. Adora contar e ouvir histórias desde pequeno. Descobriu que escrever sobre turismo e viagens é uma ótima terapia de vida.

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