[dropcap style=”style3″]J[/dropcap]á alojado no outro albergue, pude explorar melhor a região com mais calma. Itacaré tem muitas opções de praia e passeios. Tem um comércio bem interessante, casinhas de estilo antigo e colorido, além das praias, cachoeiras e trilhas muito legais. Aqui é a terra do surfe. Há lojinhas especializadas no ramo em todos os lugares, surfistas em todos os cantos e pranchas parecem ser item obrigatório no lugar.

Itacaré está localizada na chamada Costa do Cacau da Bahia. As regiões anteriores que visitei faziam parte da Costa do Descobrimento. Peguei um mapa e resolvi perambular pela região. Conheci a igrejinha histórica, as ruas coloridas e umas cinco praias diferentes: Rezende, Tiririca, Costa, Ribeira, Prainha e Concha. As três primeiras são coladas umas nas outras e alcançadas pelo asfalto ou através de caminhos de pedras que as ligam umas às outras. São todas muito bonitas e com um visual diferente das praias do sul da Bahia. Lá, as praias eram formadas pelo visual das falésias. Aqui, os coqueiros ditam a paisagem. Prainha é alcançada somente através de um trilha de quarenta minutos pelo mato. É considerada uma das mais bonitas do Brasil, e realmente é linda.

No final da tarde, me rendi ao ambiente. Aluguei um serviço para ter aulas de surfe. Foram três horas com um instrutor paulista que veio morar em Itacaré há três anos. Tarek é o nome, ou codinome da criatura. Gente fina e ensinou tudo com muita paciência. Serão três dias de aula, todas no meio da tarde.

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Neste primeiro dia, aprendi as manobras básicas como subir na prancha, remar, encarar as ondas, girar e ficar em cima da prancha. Tudo isso parece fácil na teoria, mas na prática o negócio é bem complicado para iniciantes. Fora que puxa muito do corpo. Muito desgastante e tem que ter muita energia para fazer todas as atividades. Começamos na praia da Concha, que tem águas calmas e é a praia mais badalada do lugar. A ideia era treinar em águas calmas para depois partir nos dias seguintes para as um pouco menos tranquilas. O professor elogiou meu início, dizendo que alguns não conseguiam pegar as técnicas no primeiro dia. Não sei se falou como bajulação comum do trabalho ou de forma sincera. Mas o que importa é que eu gostei muito do negócio. Apesar de ser cansativo, valeu muito a pena esse começo. Amanhã tem mais!

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