[dropcap style=”style3″]D[/dropcap]epois da maratona de passeios e lugares deslumbrantes do dia anterior, acordei com aquela moleza habitual que a Bahia nos proporciona. Claro, que quando falo isso, falo no bom sentido, porque essa moleza é boa demais. Dei umas voltas pela cidade na parte da manhã e durante a tarde saí novamente com o casal que conheci nos passeios por Lençóis.

Fizemos uma trilha bem cansativa pelo meio do mato, passando por pedras, rios e muitas árvores. Resolvemos encarar a trilha até a cachoeira da Primavera sozinhos, sem a ajuda de nenhum dos guias. Até porque o esquema dos guias funciona assim: uns garotos espalhados pela cidade ficam te perturbando para saber se você precisa de ajuda para conhecer as cachoeiras e rios. Aí te cobram de 10 a 30 reais (depende de você ser mané ou não para aceitar o mais caro) para fazer uma trilha fácil, que você percebe que poderia muito bem ter feito sozinho.

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Esta era um pouco mais complicada que as outras e erramos várias vezes até chegar na bendita cachoeira. Era bem mais cansativa também, com muitas subidas e locais de difícil acesso. Depois dos erros, você chega a uma cachoeira que é legalzinha, mas não compensa o esforço. Até porque ela fica bem no meio de pedras enormes que dificultam o banho.

Enfim, valeu para passar o dia e não ficar eternamente na moleza. Resolvi pegar o ônibus que saía durante à noite para Salvador. Embarquei às 23:30 para chegar às 5:30 na capital baiana. Mais uma viagem cansativa. Sem hippie dessa vez, mas com as habituais cadeiras desconfortáveis da “Real Expresso”. Amanhã é dia de Praia do Forte, ao norte de Salvador.


Rafael Cardoso

Carioca da Ilha do Governador, Rafael é formado em Jornalismo. Defende a filosofia mochileira de viagens econômicas, independentes, que respeitam a natureza e as culturas de cada lugar. Adora contar e ouvir histórias desde pequeno. Descobriu que escrever sobre turismo e viagens é uma ótima terapia de vida.

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