[dropcap style=”style3″]A[/dropcap]rraial virou uma espécie de lar nesse mochilão. O lugar mais tranquilo e ao mesmo tempo mais movimentado, com um ambiente muito bom. Voltar para cá até que foi uma decisão inteligente no roteiro. Curti o café da manhã e tirei o dia para torrar na Praia de Pitinga, a minha preferida aqui em Arraial.

Bom, não há muito para falar do dia. Foi vagabundagem total. Cochilo na praia, cochilo na rede, muita água de coco, sol de rachar, céu muito estrelado à noite, cochilo na rede novamente, até o sono finalmente na cama. O quarto praticamente vazio, apenas um israelense em uma das camas opostas. Aliás, os gringos dominando nesse fim de janeiro. Quase não há brasileiros. A não ser por uma dupla de amigos cariocas que moram na Ilha do Governador (veja só, que coincidência). Um deles, vascaíno sofredor também como eu. Disse que pratica uma espécie de futebol americano na praia do Zumbi. Ainda me chamou para participar. Quem sabe, já encarei várias coisas diferentes aqui na Bahia mesmo.

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Fora isso, de mais interessante um grupo de meninas argentinas que são um fenômeno de beleza e estão movimentando o albergue e os olhares. Pelo menos um visual bonito para amenizar a tristeza pela proximidade da despedida.