[dropcap style=”style3″]N[/dropcap]a sexta-feira, resolvi deixar um pouco a capital para conhecer mais do litoral paulista. Fui de carro com um grupo de amigos, mas o transporte de ônibus para lá também é bem tranquilo. Há saídas a cada 30 minutos do terminal rodoviário do Jabaquara e o percurso até Santos dura pouco mais de uma hora. Como sabíamos que as praias em si não eram o forte da cidade, demos preferência a outros tipos de passeio por aqui. O primeiro deles foi o Monte Serrat, ponto estratégico para se contemplar toda a cidade de cima. O acesso mais interessante se dá através de um funicular, transporte sobre trilhos que sobe e desce verticalmente.

Logo na base, deixamos o carro estacionado e compramos o ingresso para andar de funicular até o monte. O veículo transporta até 45 passageiros e leva míseros 5 minutos até o ponto final. O serviço funciona de segunda a domingo, das 8h às 20h, a cada 30 minutos, e custa R$ 19, ida e volta. Nos mirantes dá pra ver o mar, a Lagoa de Santa Rita, a zona portuária (que não só é a principal do Brasil como a mais movimentada da América Latina) e o centro da cidade. Andando pelo prédio do antigo cassino se chega também ao Santuário de Nossa Senhora do Monte Serrat. O passeio como um todo não é muito longo, mas não deixa de ser interessante para incluir no roteiro e ter aquela vista privilegiada e panorâmica de Santos. Mas o que eu mais queria conhecer mesmo viria logo em seguida.

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Seguimos em direção à Vila Belmiro, estádio do Santos FC. Casa onde Pelé deu vários de seus shows entre as décadas de 50 e 70. Para quem ama futebol como eu, este com certeza é um programa imperdível. Pagando o bilhete de R$ 10, o visitante pode conhecer o museu e boa parte da estrutura do estádio. Logo no começo, há troféus que marcaram várias conquistas da equipe vitoriosa dos anos 60 até equipes mais recentes com Diego, Robinho, Neymar e Ganso que recolocaram o time no hall dos melhores novamente. São várias fotos, bolas, uniformes e outros artigos que marcaram a história do Santos desde a sua criação.

Depois de viajar pelo museu, começa a visita pelas dependências da Vila Belmiro: os camarotes, a sala de imprensa, os vestiários e o gramado. No vestiário, um dos armários está eternizado com a foto do Pelé. Reza a lenda que ninguém abre ele desde que o jogador encerrou a carreira futebolística e que, portanto, o que há no interior é uma incógnita. O mistério ajuda a alimentar a imaginação e a curiosidade de quem passa pelo local e, claro, a valorizar ainda mais a visita. Também é muito interessante pisar no gramado, mesmo que apenas na área permitida. Lá de baixo a vista para as arquibancadas é muito boa e é possível tirar fotografias como a que segue abaixo. Passeio altamente recomendado.

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O terceiro e último passeio foi pelo litoral do Guarujá. Orla bem cuidada em sua maior parte, com boa estrutura de serviços e movimentadíssima pelo vai-e-vem das pessoas. A parte natural também não deixa a desejar. Gostei da praia, do clima do lugar, boa atmosfera. O mar estava perfeito no dia, sem muitas ondas, limpo e com temperatura ideal. Enquanto os amigos curtiam uma barraquinha no calçadão, eu, como um bom carioca, tive de mergulhar para realmente aproveitar o passeio por completo. De dentro da água, curti o sol se pondo atrás do morro, encerrando mais um dia. Para fechar nosso passeio, fomos na sorveteria Ice Nice, que prepara sorvetes em formatos exóticos. O da foto mais abaixo parece muito uma feijoada. Aposto que quem olhou a imagem antes de ler o texto deve ter até se confundido. Há outros sabores que imitam pratos típicos também, como é o caso de um que vem em um prato menos raso e simula uma macarronada com molho de tomate e queijo ralado (e nada mais é que sorvete de creme, calda de morango e coco).