[dropcap style=”style3″]D[/dropcap]epois da agitação de São Paulo na véspera de um feriadão e de uma sexta-feira movimentada pelo litoral de Santos e Guarujá, nada melhor do que curtir um pouco das áreas verdes e tranquilas da capital paulista. Nosso sábado amanheceu nublado e cinzento, mas nada que prejudicasse o bom humor. Museus, parques e jardins trataram de preencher bem o nosso roteiro.  Para um carioca que sempre faz questão de provocar seus amigos paulistas por viverem em uma selva de prédios, é preciso admitir que a cidade tem algumas boas opções de ambientes naturais para relaxar.

E se é de natureza que estamos falando, o Jardim Botânico oferece um espaço ideal. Localizado no bairro da Água Funda, na zona sul da cidade, ele preserva boa quantidade de vegetação da Mata Atlântica. Também no Jardim estão as nascentes do Rio Ipiranga, aquele mesmo que, em suas margens, Pedro I teria supostamente dado o grito de independência do Brasil. Histórias fantasiosas do nosso país à parte, nos deparamos com um dos acessos para o rio interditadas. Como você pode ver em uma das fotos abaixo, finas cordas de plástico não seriam capazes de deter a nossa curiosidade (que eu não vá preso por isso). Nos arriscamos pela trilha interditada para poder ver mais de perto as nascentes.

Quem deseja visitar o Jardim Botânico e desfrutar do sossego local, deve atentar para os horários e preços. O espaço está aberto de terça a domingo e feriados, das 9h às 17h. Segunda é o único dia em que está fechado, além de outros três dias festivos: sexta-feira da Semana Santa, 25 de dezembro e 1º de janeiro. Crianças até 10 anos têm entrada gratuita garantida. Estudantes e pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,50. Para os demais casos, o valor do ingresso custa R$ 5.

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Depois de um almoço concorrido e lotado no Mercado Municipal de São Paulo, onde comi um pão gigante com mortadela, seguimos pelo nosso roteiro de natureza e cultura nos arredores do Museu do Ipiranga. O prédio, muito bonito por sinal, é este amarelo que ilustra a foto de abertura do post e as imagens seguintes. Foi construído estrategicamente próximo ao marco “histórico-alegórico” da Independência brasileira, como citado agora há pouco. O rio Ipiranga, que tem suas nascentes na região próxima ao Jardim Botânico, segue seu curso passando pela área em questão. A data da inauguração do museu é de 1890. O interior do prédio tem objetos e documentos valiosos como mobiliários, roupas e utensílios que pertenceram a bandeirantes e barões paulistas do café, além de armas usadas na Revolução Constitucionalista de 1932.

Demos azar pois estava fechado nesse dia, pois não abre em feriados. Quem não quiser ter o mesmo azar, basta se ligar nos horários e dias certos: de terça a domingo, das 9h às 17h. Crianças até seis anos, idosos com mais de 60 e deficientes estão isentos de pagamento. Para todos os demais casos, a entrada no museu custa R$ 6 (inteira), R$ 3 (estudantes). E até para quem não curte museu, a área externa é muito bonita e merece muito uma visita. E o melhor, gastar sola do calçado nela é de graça.

Atravessando o longo jardim que fica em frente ao museu, há um espaço grande onde jovens praticam esportes, as crianças brincam e os casais se agarram. Tudo isso sendo observados por cada um dos personagens que compõem o monumento comemorativo da Independência. Para curtir o estilo paulista de diversão, o ideal é relaxar também nesse ambiente e guardar energias para a intensa vida noturna da capital.

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Quando a noite chegou, eu era o mais empolgado. Meu grupo de amigos, no entanto, não estava no mesmo ritmo. Uma estava doente, a outra mal-humorada e o terceiro preferia seus contatos virtuais no Facebook. Por sorte, estava em contato com duas amigas que fiz no meu mochilão pela Bahia em janeiro de 2009 e que moravam em São Paulo. Nos encontramos naquela mesma noite na Vila Madalena, uma região das mais agitadas da cidade. O número de opções de restaurantes, bares e lugares para dançar é grande. No quesito vida noturna, ponto para os paulistas. O lugar é muito legal, com uma atmosfera empolgante. Achei bem organizado e limpo, dentro dos padrões normais. Uma região mais “nobre”, digamos assim. O lado ruim é que os preços seguem a mesma lógica atendendo ao perfil do público presente. Mas vale muito a pena conhecer o lugar, goste você de agitação ou não. Depois de rever e curtir as amigas viajantes, fui dormir relativamente cedo, me preparando para um domingo mais futebolístico.