[dropcap style=”style3″]O[/dropcap] relógio ia marcar quase 12h quando fomos aos poucos nos levantando das camas. Só mesmo uma mistura de chimarrão e café para conseguir vencer o sono. Como havíamos combinado na noite anterior, fomos almoçar na casa dos pais da Mari. Pois é, mais uma vez lá fui eu comer de penetra. Foi uma ótima oportunidade para apreciar uma amostra do famoso churrasco gaúcho, mais especificamente um cordeiro assado. Estava sensacional, bem salgado e temperado, o que dá água na boca só de lembrar.

No melhor estilo “cachorro magro”, comemos e tivemos a cara de pau de sair logo em seguida, sem nem ficar conversando com a família da Mari, que era muito tranquila e simpática. Mas o roteiro ainda precisava ser cumprido, mesmo com o tempo apertado. Havia ainda dois parques pela frente: o Moinho dos Ventos e o Farroupilha. O primeiro é muito tranquilo, bem cuidado, ótima lugar para relaxar em um domingo. Segundo o casal gaúcho, o local fica lotado no verão (frase essa que eu ouvi em todos os pontos turísticos que passamos). No passeio pelos parques deu para perceber como a cidade tem o seu charme. Tanto pela forma como as pessoas se vestem (ok, o frio contribui para isso), como pelo comportamento e os hábitos locais. No geral, posso dizer que a impressão foi ótima de Poa. Percebi um tratamento amistoso e educado da maioria, e até um certo carinho pelo Rio de Janeiro. Estranho que eu achei que seria o contrário, mas felizmente não foi. Poa não é repleta de pontos turísticos, pode ser até conhecida tranquilamente em 2 dias. Mas o clima que movimenta o seu dia a dia com certeza fazem dela um dos lugares mais especiais do Brasil. Tem a sua própria identidade e personalidade.

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Ainda no Moinho dos Ventos, fomos surpreendidos por uma espécie de índio travesti que começou a puxar papo do nada. Até hoje não sei de onde surgiu tal figura, nem qual era realmente o cromossomo predominante dela/dele. Demos um pouco de papo para a pobre criatura carente e fomos fugindo aos poucos. De lá partimos para o Brique da Redenção, onde fica uma famosa feira dos domingos com artesanatos, antiguidades e outras bugigangas. Aumentei minha coleção de artesanatos com uma mini cuia e um casal de gaúchos em miniatura. Já não tem mais espaço na prateleira para tanto cacareco que eu trago das viagens.

O Parque Farroupilha tem como principal símbolo um portal. É maior e bem mais movimentado que o Moinho dos Ventos. Fica bem próximo do Brique, tanto é que viemos andando de lá. Passeio bastante agradável também. Assim como no Ibirapuera em São Paulo, há uma área do parque que fica lotada de Emos.

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O próximo programa do dia foi uma forma de compensação para o Augusto, já que no dia anterior ele teve de entrar no Beira-Rio, casa do Inter. Desta vez fomos ao Olímpico para assistir ao duelo entre Grêmio e Goiás. O Tricolor já estava há um bom tempo sem vencer uma partida no campeonato e eu fui lá tentar passar um pouco de sorte para os pernas de pau. Largamos o carro relativamente longe do estádio e fomos caminhando até lá. Como um bom visitante, vesti a camisa tricolor. Mas com a promessa de que o Augusto faria o mesmo aqui no Rio com a camisa do Vascão. Jogo tranquilo, 2×0 para os mandantes e festival de mulheres lindas nas arquibancadas. Uma ótima forma de fechar o domingo.

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