[dropcap style=”style3″]A[/dropcap]última manhã em Montevidéu foi reservada mais para arrumar as malas e deixar tudo preparado para o retorno ao Rio. Da Ciudade Vieja até o aeroporto não é tão perto assim. Então achei que nem compensaria pegar um táxi. Fim de viagem ninguém quer gastar mais dinheiro. Peguei as infos no hostel com o pessoal e fui lá me arriscar na baldeação. Foram dois ônibus, um deles caindo aos pedaços. E por pouco eu não passo do ponto na hora de saltar. Sorte que uma velhinha me deu o alerta. Aliás, acho que o percurso até lá poderia ter sido até mais rápido, mas era impressionante a lerdeza do motorista. Não passava de 50 km/h. O lerdinho foi uma das exceções que presenciei no país: quietão e mal-humorado.

Fiz logo o check-in e descobri que o valor da taxa de embarque é paga à parte por aqui. Então é bom sempre reservar o valor certo para isso. Eu optei pelo cartão mesmo, já que havia essa opção. O aeroporto de Carrasco é moderno e conta com uma boa estrutura. Não é muito grande, mas atende à demanda de voos sem o caos visto aqui no Brasil. Voo de volta para casa sem maiores problemas, tudo terminou tranquilinho da mesma forma como começou.

O folgão foi bem proveitoso no geral e com certeza o país atendeu as minhas expectativas. Certas coisas não podem ser generalizadas, mas contei com a simpatia dos uruguaios na maior parte do tempo. Às vezes, muitos confundem boa recepção com festa, bagunça, descontração, etc. Mas para ser um bom anfitrião basta educação e respeito pelo visitante. Nisso, tive bons exemplos durante os passeios. Deixei o país com vontade de voltar outras vezes e com a leveza e tranquilidade que estava procurando…


Rafael Cardoso

Carioca da Ilha do Governador, Rafael é formado em Jornalismo. Defende a filosofia mochileira de viagens econômicas, independentes, que respeitam a natureza e as culturas de cada lugar. Adora contar e ouvir histórias desde pequeno. Descobriu que escrever sobre turismo e viagens é uma ótima terapia de vida.

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