[dropcap style=”style3″]Q[/dropcap]uando o nosso grupo de mochileiros se despediu no aeroporto de Guarulhos em fevereiro de 2010, o próximo destino estava longe de ser uma certeza. Pelo menos para mim. Alguns já haviam cogitado a possibilidade de fazer o norte da América do Sul, começando pelo Peru. Mas confesso que essa nunca foi a minha primeira opção. Novamente, a Argentina e a Patagônia eram prioridade nos meus planos. Resolvi investir em roupas de frio, li muito sobre os destinos, troquei informações com outros viajantes e até cheguei a recrutar interessados para me acompanhar. Mas com o passar do tempo, fui pesando as possibilidades, aceitando estudar um pouco mais sobre o Equador, a Colômbia e a Venezuela. Por vários motivos pessoais, decidi que talvez não fosse o momento ideal para viajar sozinho. Algumas viagens são muito proveitosas de forma solitária, outras são muito mais divertidas quando se está rodeado por amigos. A região também não costuma ser das mais populares para os viajantes brasileiros. Encontrar companhia para fazer esse roteiro depois seria mais complicado. Como nosso grupo mochileiro estava indo para lá, decidi adiar mais uma vez o roteiro sul da América e me juntar a eles.

Claro, que para variar, as discussões para montar o roteiro renderam vários capítulos dignos de uma novela. Interesses diferentes, tempos conflitantes, questão de dinheiro pesando, ausência de informações precisas sobre os lugares. No começo, era algo megalomaníaco. Colocar os três países já citados e viajar durante mais de 30 dias. Aí, vieram as ideias de começar por Lima e subir de ônibus. Ficaria muito apertado também. O bom senso começou a falar mais alto. Melhor manter apenas o Equador e Colômbia. Mas eis que o primeiro país entra em crise política. Bateu a insegurança. Corta o Equador e coloca a Venezuela. Depois muitos queriam fazer só a Colômbia. No fim, o martelo foi batido: a poeira havia baixado no Equador, já estaríamos ali do lado na Colômbia mesmo, por que não aproveitar e conhecer logo o pequenino país? Incluímos ainda uma passagem pelo mar do Caribe, na ilha colombiana de San Andrés.

Rotas de ônibus e de avião na Colômbia: os principais destinos e como chegar em cada lugar. Veja aqui!

Passagens pela Gol já foram reservadas, com saída no dia 9 de janeiro e retorno no dia 1º de fevereiro. Um dos problemas do Equador é que não há muitas opções interessantes e econômicas de voos do Brasil para lá. Então, saiu mais em conta voltar do Equador para Bogotá no fim da viagem e de lá retornar para o Brasil. Dois lugares ficaram fora da nossa lista e na pendência para uma próxima viagem: Santa Marta (COL) e Baños (EQU). Para incluir os dois a viagem teria de aumentar em uns 4 dias.

Para as rotas de ônibus e de avião no Equador, com as dicas de transporte dentro do país, clique aqui!

Da viagem de janeiro de 2010, nove integrantes estarão novamente nesta: Vanessa, Ratto, Cíntia, Júnior, Chagas, Eduardo e Gabi. E nesta semana anterior ao embarque, começa a correria para organizar o mochilão, separar documentos, boletos de empresas aéreas, recibos de hospedagem e por aí vai. Conciliar tudo com trabalho é sempre complicado. Férias mesmo só a partir de sábado. Enfim, pelo menos a ansiedade e a animação por uma nova aventura já começaram a se manifestar. Que venham as férias!

ROTEIRO COMPLETO

10/01 – Rio / São Paulo / Bogotá
11/01 – Bogotá
12/01 – Bogotá e Zipaquirá
13/01 – Cali
14/01 – Cali
15/01 – Medellín
16/01 – Medellín
17/01 – Cartagena
18/01 – Cartagena
19/01 – Cartagena
20/01 – San Andrés
21/01 – San Andrés
22/01 – San Andrés
23/01 – San Andrés
24/01 – San Andrés / Quito
25/01 – Quito
26/01 – Quito
27/01 – Quito
28/01 – Cuenca
29/01 – Cuenca
30/01 – Guayaquil
31/01 – Guayaquil / Bogotá
01/02 – Bogotá
02/02 – Bogotá / São Paulo / Rio


Rafael Cardoso

Carioca da Ilha do Governador, Rafael é formado em Jornalismo. Defende a filosofia mochileira de viagens econômicas, independentes, que respeitam a natureza e as culturas de cada lugar. Adora contar e ouvir histórias desde pequeno. Descobriu que escrever sobre turismo e viagens é uma ótima terapia de vida.

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