[dropcap style=”style3″]A[/dropcap] viagem era para ter começado um dia antes. Na minha cabeça estava tudo perfeito. Mala arrumada com uma semana de antecedência, hospedagem reservada e praticamente todas as passagens já compradas. Um recorde para quem sempre deixa tudo para a última hora. Muito estranho, não? Eis que eu acordo com aquela tranquilidade no domingo, pego minhas coisas e vou para o aeroporto. Em cima da hora. Lá, a confusão normal dos aeroportos brasileiros e o péssimo atendimento dos funcionários se junta ao meu atraso e… voo perdido. Agora sim, tudo tinha voltado ao normal.

Enquanto meus amigos aterrissavam em Bogotá, eu passava o domingão frustrado no sofá, assistindo ao Faustão. Era para cortar os pulsos. Com um telefonema, consegui ajustar a passagem para o dia seguinte, graças a um amigo. Mas tudo tinha suas consequências. O voo do Rio para São Paulo era mais cedo dessa vez. Check in às 3:30, voo às 05:00 e cinco horas de espera em Guarulhos para entrar no próximo avião, com direito a 40 minutos de atraso. O café e o almoço foram improvisados no Mc’Donalds. Palavras cruzadas, música e joguinho no celular foram as armas contra o tédio. Depois de cinco horas de voo, enfim conseguia chegar em solo colombiano.

No caminho do aeroporto até o hostel Chocolate, no bairro da Candelária, tive as primeiras impressões da cidade. Terceira maior da América do Sul em termos populacionais (atrás de São Paulo e Lima), mistura prédios modernos com outras construções mais toscas, riqueza e pobreza juntos em um mesmo cenário. Nada diferente de outras importantes cidades do continente. Conversei com o taxista sobre a cidade, peguei dicas de segurança e de passeios. Taxistas são sempre indicados para treinar o espanhol e conseguir esses tipos de informação.

Fora um passeio rápido pelo bairro, a única atividade da segunda-feira em Bogotá foi um churrasco noturno na casa do colombiano Edward, onde pude descansar do dia corrido e me divertir com os amigos que fariam parte dos próximos 24 dias de viagem. Estava dado o pontapé inicial para o mochilão de 2011!

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ALGUMAS DICAS

– Táxi do aeroporto até o bairro da Candelária custa em torno de 20.000 pesos colombianos. Forma mais segura é pegar um credenciado, no lado direito de quem sai do terminal. Lá, basta dizer o bairro para a atendente, ela calcula, te passa uma notinha com o valor escrito e você paga ao taxista no fim da corrida, sem sustos ou picaretagens.
– Algumas orientações para não se perder por aqui. As ruas em Bogotá e em outras cidades colombianas seguem um padrão de Calles e Carreras. Simplificando, funciona assim: as calles cortam a cidade de leste a oeste e as carreras cortam a cidade de norte a sul. Vejam o endereço do hostel, por exemplo: Carrera 4, Calle 13-18. Significa que ele está carrera 4, na quadra que faz esquina com a calle 13, a 18 passos dessa esquina.