[dropcap style=”style3″]V[/dropcap]iajar é mais do que conhecer lugares, conversar com pessoas diferentes ou experimentar novas comidas. Também é uma boa oportunidade para refletir e analisar sobre os rumos que a sua vida está seguindo. Lá na época de faculdade, eu lembro de um tema na aula de antropologia que foi bem interessante e tinha a ver com essa ideia que eu quero passar. Falava do estranhamento de um indivíduo quando conhece uma nova cultura e como isso também faz com que ele passe a tomar consciência dos seus próprios hábitos. Na base da comparação, você descobre que é diferente e consegue perceber coisas que passam batidas no dia a dia, porque para as pessoas do seu convívio tudo aquilo já é normal. Porque todo esse papo teórico? Só para dizer que esse dia da viagem foi o que eu mais fiquei refletindo e, digamos, me conhecendo melhor. O clima tranquilo de Medellín ajudou a criar essa atmosfera.

Depois de um dia anterior intenso e uma noite cansativa, acordamos bem tarde e só fomos sair mesmo lá para as 14h. Fomos direto para o Jardim Botânico, para não dar de cara na porta de novo. A entrada é gratuita e o lugar é bem tranquilo e bonito. Bem cuidado, com uma variedade razoável de plantas, flores e árvores. Tem uma parte famosa onde ficam as orquídeas, que é embaixo dessa estrutura de madeira da foto que abre o post. Conseguimos ver vários pássaros e até esquilos, esses últimos nada comuns aqui no Brasil. Em uma sala dentro do Jardim, estava acontecendo uma apresentação de música clássica, acredito que com jovens da comunidade local.
SAM_6287Depois de andar muito por dentro do Jardim, resolvemos conhecer o pueblito paisa, que fica no alto do cerro Nutibara. Para subir lá, o melhor meio é o táxi. A corrida costuma ser bem barata. O motorista não sabia o que era pueblito paisa, então o melhor mesmo é se referir ao nome do cerro (morro em espanhol) , que todo mundo conhece. A propósito, “paisa” é o nome dado às pessoas que nascem em Medellín. Em cima deste morro, há uma pequena praça com artesanatos, uma igrejinha e barraquinhas com boas opções de lanche. A vista lá de cima também é muito bonita, principalmente durante a noite. Uma barraca de sucos foi o destaque da noite. Algumas frutas não conhecemos no Brasil, então aproveitamos para experimentar a maioria. Cada um pediu um sabor diferente e compartilhou com os demais. Os preços eram bons, média de 2.500 pesos.

Na foto abaixo, tem três que são totalmente desconhecidos da gente. Os outros do cardápio, é só questão de tradução mesmo. Então, vamos ao momento “aula de espanhol”. Guayaba é Goiaba, Mango é Manga, Guanábana é Graviola, Maracuyá é Maracujá, Fresa é Morango, Mora é Amora, Milo é achocolatado estilo Nescau, Avena é Aveia, Banano é Banana, Papaya é Mamão, Piña é Abacaxi, Naranja é Laranja, Mandarina é Tangerina.

 FRUTAS

 
Dessa vez, nada de dormir tarde, porque nosso voo partiria bem cedo na manhã seguinte. E nós nem tínhamos noção da dor de cabeça que seria…

 

– Como já disse aí em cima, opte pelo táxi para subir o cerro Nutibara. A dica é que você não precisa se preocupar em combinar com o taxista para te esperar lá em cima. Há táxis subindo e descendo toda hora, então sempre vai aparecer um para te levar de volta. Assim a economia é maior.
– O horário de maior movimento do cerro é depois das 18h. Além da bela vista noturna da cidade, há mais pessoas circulando, o comércio está mais ativo e o clima fica muito melhor. Aproveite e experimente a grande variedade de sucos e sorvetes de sabores “estranhos”.