[dropcap style=”style3″]A[/dropcap]lém de ser um lugar ideal para descansar, a terceira maior cidade do Equador também é um bom lugar para os passeios a pé. Suas dimensões não são assim tão grandes, e o clima ameno também facilita a vida do turista, que pode gastar a sola do tênis sem fazer muito esforço. Em apenas um dia, conseguimos caminhar bastante por Cuenca e conhecer as duas facetas da cidade: a parte Sul e a parte Norte. Elas são divididas por um rio, o Tomebamba. Na margem superior, ficam o centro histórico e as construções coloniais; na margem inferior, as áreas residenciais, escolas e a universidade. Dois estilos diferentes e interessantes de conhecer.Começamos nossa caminhada pela parte sul, tirando boas fotos do rio, das pontes que ligam as duas margens, da universidade, da natureza e das praças tranquilas. Bem, nem tão tranquilas em certo momento, já que muito estudantes estavam saindo dos colégios e fazendo a maior bagunça em volta. Passamos também pelo estádio Alejandro Serrano Aguilar, que é usado pelo Deportivo Cuenca em seus jogos pela Série A do Campeonato Equatoriano. Reservamos toda a parte da manhã para conhecer essa parte com tranquilidade, curtindo o som do rio Tomebamba como música de fundo.

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Após o almoço, percorremos o centro da cidade e os diferentes museus e igrejas. Uma arquitetura que merece destaque é a da Catedral de La Inmaculada Concepción, com uma fachada toda feita de tijolinhos (foto que abre o post). Ela fica na praça principal da cidade e merece a visita. É considerada o cartão-postal de Cuenca. Na mesma calçada que ela, sorveterias e padarias são ótimas opções para enganar o estômago antes da hora do almoço.

SAM_7476Na minha opinião, Cuenca é uma cidade que serve como parada estratégica. Tanto para recarregar as energias do corpo antes de seguir viagem, como para dar uma quebrada no percurso de Quito para o norte do Peru. Dois dias são mais do que suficientes para descansar na cidade e conhecer a parte arquitetônica histórica. Em um roteiro corrido, seria possível tirar fotos e fazer um city tour pela cidade sem problemas. Não há muito atrativos turísticos, a graça é realmente curtir o ambiente tranquilo e acolhedor do lugar. Vale a experiência de observar e conhecer o estilo de vida dos equatorianos da cidade, bem diferente do ritmo de Quito, de onde viemos, e de Guayaquil, nosso próximo destino.

Para garantir nossa viagem no dia seguinte sem maiores problemas, fomos andando até a rodoviária (essa sim, um pouco longe para ir a pé) e compramos nossas passagens. Por aproximadamente 8 dólares, garantimos nossos lugares no ônibus da manhã, que levaria umas 4 horas de duração e chegaria no início da tarde de domingo. Guayaquil seria nossa última parada antes do retorno à Colômbia e, logo sem seguida, ao Brasil. A moleza estava com os dias contados…