[dropcap style=”style3″]O[/dropcap]Ministério da Saúde Mochileira adverte: o retorno de uma viagem a San Andrés pode causar prejuízo a sua mente e ao seu bolso. Primeiro porque é inevitável você comparar toda a paisagem maravilhosa da ilha com as favelas, os prédios, os engarrafamentos e a poluição que você vê da janela da sua casa ou do seu trabalho. Os efeitos colaterais podem incluir depressão e crises existenciais. Segundo ponto é que muitos produtos de grife são vendidos a preços sedutores nos free shops. O centro da ilha é repleto de lojas de eletrônicos, bebidas, roupas, perfumes e outros itens que são pura tentação até para os mais controlados. Olhar a fatura do cartão de crédito no mês seguinte pode causar infartos e queda de cabelo. Sugestão de remédio? Escreve um blog que nem eu para ficar lembrando só das partes boas e sonhando de vez em quando com uma nova viagem. Persistindo os problemas, procure o seu médico. Ou vire um hippie, largue tudo e venha morar aqui!

Durante todos os dias que ficamos em San Andrés, tivemos que nos controlar para não acabar com nosso dinheiro. Afinal, ainda iríamos encarar o Equador. Mas era uma luta constante contra as promoções e as ofertas. Principalmente no setor de perfumes (fraqueza minha e de muitos do grupo), os preços eram muito bons na comparação com os das lojas brasileira. Só eu comprei uns cinco diferentes. E a capacidade de barganha também era grande. Os valores podiam mudar muito de uma loja para a outra, principalmente se a vendedora simpatizasse com a pessoa. Na parte de alimentação, nos esbaldamos com “porcarias” como batatas Pringles, chocolates, refrigerantes exóticos, doces e iogurtes. Por sugestão do Edu e Gabi, até organizamos um evento logo quando chegamos na ilha: “a noite da gordice”. Nada de jantar saudável, apenas porcarias calóricas. Altamente recomendado.

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Mas voltemos aos encantos naturais da ilha colombiana. Era domingo, mas nos levantamos bem cedo para um passeio que duraria quase todo o dia. O preço dos dois passeios também era muito em conta. Até estranhamos. Em um barco lotado de turista, nos dirigimos até duas ilhotas: Johnny Cay e Acuário. Descobrimos que já tínhamos estado nesta segunda ilhota no passeio privado que fizemos de barco dois dias antes. Mas desta vez, não sei se pelo horário ou por ser domingo, estava abarrotada de pessoas. Vários turistas se esbarrando, vendedores de comida berrando e outros caras tentando empurrar o aluguel de snorkel e nadadeiras. Descobrimos que o baixo preço cobrado pelos passeios era compensado por essa rede de serviços que eles tentam te obrigar a contratar.

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Andamos por um caminho relativamente raso na água até a outra ilhota, Johnny Cay. O movimento nesta estava um pouco menor e conseguíamos nos isolar em alguns pontos para nadar e mergulhar mais tranquilos. O que mais chamou a atenção no lugar foi a influência da cultura jamaicana. Tanto pelas bandeiras e cores, como pelos famosos cabelos rastafári e o característico som do reggae. Além das constantes homenagens àquela plantinha verde que deixa as pessoas doidonas.

Almoçamos um ótimo peixe com arroz e banana (no Caribe, as frutas são itens bem comuns na refeição). E depois de ter tomado muito sol na cabeça e engolido água, tiramos cerca de uma hora para ficar largados na grama, sob a sombra de coqueiros. Momento era de relaxar bastante e aproveitar o último dia inteiro na ilha. No seguinte, faríamos uma viagem cansativa até Quito. No horário marcado, encontramos o nosso barco e retornamos para o hotel, sem antes tirar alguns minutos para pesquisar liquidações e comer porcarias. A moleza caribenha ia ficando para trás. Começavam os preparativos para encarar a altitude e o clima mais frio equatoriano.

– Essa é importante para evitar problemas ao voltar para o Brasil. Crie o hábito de guardar todas as notas fiscais de produtos comprados na viagem, principalmente artigos como perfumes, cremes, bebidas e eletrônicos. Na volta de Bogotá para São Paulo, no fim da viagem, uma notinha registrando os perfumes que comprei em San Andrés me livrou de grandes dores de cabeça com a polícia federal colombiana. Eles costumam ser bem rigorosos. Conto mais detalhes dessa história no último post desse roteiro Colômbia-Equador.