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[dropcap style=”style3″]Q[/dropcap]uando cogitei pela primeira vez fazer o trekking até o Monte Roraima, vi que precisaria melhorar a minha preparação física. Estava na academia há duas semanas e teria mais três meses para tentar entrar em um ritmo bom de corrida e caminhada. Achei um período razoável para quem estava há um tempo sem praticar exercícios. Durante todo o trajeto do trekking, percebi que com mais tempo de preparação estaria melhor.

Senti um pouco o peso da mochila, e não foi apenas por imprudência na hora de arrumar as coisas dentro dela. Os ombros poderiam estar mais fortalecidos. Assim como joelhos e panturrilhas, para aguentar subidas e descidas. Mas no geral, saí vitorioso, sem nenhum tipo de lesão ou dor muscular insuportável. Cito essas coisas porque acho que o “conforto” durante a caminhada poderia ser maior se eu estivesse me preparado com mais antecedência.

O trekking pelo Monte Roraima é um dos três principais na América do Sul, ao lado da Trilha Inca (Peru) e Torres del Paine (Chile). Não é considerado um percurso difícil, é até bem acessível para a maioria das pessoas. Ser acessível, não significa que pessoas sedentárias ou com problemas de saúde conseguirão fazê-lo. Há uma quilometragem razoável para se percorrer, alguns obstáculos como um rio forte, trechos de subidas e descidas íngremes. Nada que assuste muito, mas é bom estar minimamente bem condicionado. Até para que a experiência seja a mais proveitosa possível e o seu passeio não se torne uma história de martírio e sofrimento. Nos meses que antecedem o trekking, caminhe bastante, fortaleça os músculos e mantenha uma alimentação saudável.

Dicas básicas e óbvias, mas necessárias. Para servir de exemplo: vi pessoas de diferentes faixas etárias e pesos durante a caminhada. E geralmente, o que fazia a diferença era a preparação. Idosos atletas fizeram o trekking sem sofrimento, uma garota jovem e magra de 22 anos se arrastava como se estivesse indo para a forca. Um homem de 50 anos, muito sedentário, passou mal, fez o passeio chorando e no dobro do tempo.

Um dado triste: um idoso de mais de 70 anos sofreu um ataque cardíaco e morreu no segundo dia de trekking. Porém, nesse último caso, creio que ele já tinha uma questão de saúde mais sensível e não poderia estar naquele tipo de atividade. Não é pra assustar, apenas para que todos cheguem minimamente bem preparados e saudáveis para curtir a aventura. Abaixo, a quilometragem aproximada do percurso (há algumas divergências entre os guias em relação a essas medidas, por isso encare os números como aproximações).

[space space_height="20"][heading heading_text="Quilometragem e distâncias do trekking"]

1º DIA: Paraitepui ao Rio Tek (12 km)

2º DIA: Rio Tek ao Acampamento Base (11 km)

3º DIA: Acampamento Base aos hotéis no topo (3 ou 4 km, depende do hotel)

4º DIA: Explorando o topo (no meu caso, 5 km. Até o Ponto Triplo, 9km)

5º DIA: Dos hotéis ao Rio Tek (15 km)

6º DIA: Rio Tek até Paraitepui (12 km)

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Rafael Cardoso

Carioca da Ilha do Governador, Rafael é formado em Jornalismo. Defende a filosofia mochileira de viagens econômicas, independentes, que respeitam a natureza e as culturas de cada lugar. Adora contar e ouvir histórias desde pequeno. Descobriu que escrever sobre turismo e viagens é uma ótima terapia de vida.

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